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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Italia Gourmande - Oito dicas para uma viagem gastronômica perfeita

O motivo do abandono desse pobre blog é o fim de uma época na Europa sendo aproveitada intensamente.

Sim, meus dias por aqui estão contados. Uma mistura de ansiedade, medo e felicidade confundem essa cabecinha. Mas o real motivo da minha desaparição foi uma viagenzinha para a Itália, regada a sorvete.

Não tem como comparar, o sorvete italiano é perfeito e pronto. Eles são tão gostosos, são tantos sabores diferentes que tu mal sabe qual escolher. Ano passado já havia passado o verão na Itália e nunca tinha comido tanto sorvete na vida. Esse ano, em menos de dois meses retornei duas vezes. Uma à Veneza e outra a Verona.

Juro que tentei achar uma pâtisserie de qualidade para poder dizer, enfim, que eles fazem bons doces na Itália. Mas, mais uma vez, não foi possível.

Em Veneza comprei diversos doces numa pâtisserie. Intragáveis. Tanto em textura como no sabor. Em Verona encontrei docinhos esteticamente fofos e criativos, como esses porquinhos cor de rosa e polvos coloridos, mas todos feitos de Marzipan. Dai já sabe né? O desejo de doce acaba numa dentada, pois eles podem se tornar rapidamente enjoativos.



Então a gente acaba ficando no sorvete ! Ainda mais com o calor insuportável que anda fazendo nesse verão europeu. E o preferido da vez foi uma taça de morangos, com duas bolas de sorvete de iogurte natural, contemplado com uma deliciosa chantilly e, claro, mais morangos. Simplesmente maravilhoso!



Já demonstrei meu amor pelo morango diversas vezes e devo continuar falando dessa nossa intima atração por muito tempo.

Sei que esse blog tem como intuito falar sobre a pâtisserie, mas me sinto obrigada a dar minhas dicas culinárias sobre esse pais que amo tanto. No verão 2008, eu e mais quatro amigos viajamos de carro por toda Itália com o intuito de fazer uma viagem gastronômica. A intensão era comer... e muito! Experimentar as especialidades de cada região e degustar muitos vinhos. Não preciso nem dizer que foi uma das viagens mais maravilhosas da vida.

Então, ai vão oito dicas
gourmands para uma viagem ainda mais saborosa!

1- Tenha um Guia Michelin como seu melhor amigo e companheiro. Nele você vai achar vários restaurantes maneiros, desde três estrelas a semi-gastronômicos, sem deixar de aconselhar restaurantes simples, mas de alto nível. Sem contar com os inúmeros hostels, albergues e hotéis com todos os preços possíveis, mas com qualidade garantida.



2- Se passar por Milão, não deixe de comer uma pizza no restaurante Savini, mas fique longe dos pratos franceses. As pâtisseries são mais bonitinhas que gostosinhas.



Pra mim, a pizza foi a melhor de toda a viagem. O ambiente é agradavel, dentro da Galleria Vittorio Emanuele II, com mesinhas do lado de fora e musica ao vivo. Classe, classe!
Restoranti Savini
Galleria Vittorio Emanuele II
5 20121 Milano (MI)
+39 02 86461060


3- A maior surpresa gastronômica da viagem aconteceu no finalzinho dela, na praia de Monterosso, em Cinque Terre (as Cinco Terras).



Estávamos voltando da praia quando olhamos por uma janelinha e vimos um velhinho cheio de frutos do mar fresquíssimos na frente dele. Sozinho ele comandava as panelas. Resolvemos entrar apesar da quantidade de gente. O atendimento foi top, a comida de babar.



Sem contar que Ciak tem uma loja com seus proprios produtos à venda. Seu vinho é tão delicioso quanto seu azeite de oliva. São tantas cores e sabores que deixam naquela duvida do que levar pra casa.
Ciak - Ristorante "La Lampara"
6, Piazza Don Minzoni
19016 Monterosso al mare (SP)
+39 01 87817014


4- Graças ao Guia Michelin, passamos uma noite divina no restaurante Enzo, em Siena. O ponto forte da noite foi o Prosecco "Il Colle", oferta da casa, servido com um gaspacho e uma cesta com pães variados. Deixou aos nossos paladares a lembrança do melhor prosecco que bebemos na vida.



Sem contar com o elegante serviço prestado em sala pela esposa do Chef. Os pratos eram de primeira. Experimentamos um menu degustação interessante de soufflés: langoustine, ricotta, burrata, espinafre e cogumelos. Além de um inesquecivel nhoque de trufas brancas e ravioles de langoustine.
Restoranti Enzo
49 Via Camollia
53100 Siena
+39 05 77 281277


5- A melhor sorveteria encontramos em Roma. Se chama Il Gelato Di San Crispino, pertinho da Fontana Di Trevi.



Escondidinha e pequeninha, fabricam sorvetes supreendetes. E, para completar, musica brasileira ao fundo, ja que haviam dois brasileiros que trabalhavam no local... pura coincidência!
Il Gelato Di San Crispino
Via Della Panetteria
42 00187 Roma (RM)
+39 06 6793924


6- A melhor pâtisserie (única, por acaso) que degustamos, eu já citei aqui. Ela se encontra em Nápoles. Onde apreciamos sem moderação uma torta de morangos silvestres fantastica.



Em frente ao porto, se encontra esse mega chalet cheio de mesas voltadas para o mar e uma seleção gigante de sorvetes. Ambiente gostoso pra tomar uma cerveja e apreciar essa vida, que é boa demais!
Gelateria Chalet Ciro
11 Via Mergellina
80122 Napoli
+39 08 1680302


7- Minha sétima dica é sobre o meu queijo italiano preferido, a Burrata. Ja haviamos degustado a Burrata na escola, quando Pascal Barbot (chef do restaurante três estrelas L'Astrance, em Paris) nos fez uma demonstração utilizando essa maravilha. Em Florença, la estava ela no menu de um restaurante, acompanhada de espinafres. Esse ano, em Veneza, também tive a sorte de encontra-la novamente, porém acompanhada de tomate cereja, mel e vinagre balsâmico. Ai eu achei a combinação perfeita para essa espécie de mozzarella cem vezes mais cremosa. Sedutora, ela derrete na boca.




8- Mas a melhor dica que eu posso dar não se trata de gastronomia, mas sim de uma ilha. Queríamos muito ter ido para Capri, mas sabíamos que custava caríssimo durante o verão e que era lotado de turistas. Até que alguém nos aconselhou a Ilha de Ponza, no Golfo de Gaete.



Tão bela quanto, chegamos sem reservar hotel e caímos em um perfeito, com um lounge impecável em cima de um morro com a cara para o mar. Foi o auge da viagem, por isso não poderia deixar de passar a dica dessa ilhazinha perdida e perfeita!


Grand Hotel Chiaia di Luna
Via Chiaia di Luna
04027 Ponza
+39 01 57323461


“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

terça-feira, 21 de julho de 2009

Lac Land, um laboratorio de diversões – Les Croquembouches

Lembro a primeira vez que comi profiteroles na minha vida. Uma bolinha de pâte à choux recheada de sorvete de baunilha com uma calda de chocolate quente por cima.
Nunca esqueci do aspecto daquela massa aerada por dentro, macia em contato com a boca.




Na França, os choux são os primeiros convidados para festas de casamentos, batizados e comunhões. Aqui, ao invés dos noivos cortarem a primeira fatia do bolo, eles comem o primeiro choux da Pièce Montée, uma verdadeira escultura feita de carolinas.




Na maioria das vezes elas são feitas em forma de pirâmide, sobre uma base de nougatine (caramelo com amêndoas) e cada convidado tem direito a degustar um choux recheado de creme pâtissiere.



A nougatine serve, também, como elementos de decoração, ou mesmo para criação de cestas, onde são inseridos os choux.



Nesses últimos meses vi muitas pièces serem montadas no laboratório. Chegando o verão, vêm todas as festas e as comandas são numerosas. Antes disso, nunca tinha visto alguém fazer uma peça como essas. Admito que nunca achei esteticamente bonito uma peça em choux. Acho tudo muito marrom, meio triste, ainda mais se tratando da sobremesa mais importante da festa. Mas com o tempo comecei a apreciar cada vez mais a tradição.



Tradição que data o fim do século XIX, criada por Carême, cozinheiro e arquiteto, que considerava a “pâtisserie uma ramo da arquitetura”.



Dizem que no inicio, ao invés dos choux, as pirâmides eram feitas de frutas passadas em caramelo. Ao longo dos anos as pirâmides se declinaram em formas e composições diferentes, deixando a imaginação correr solta.



Melhor que as peças para casamentos, são essas feitas para crianças... Aos olhos dos pequenos elas são mais divertidas que saborosas.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lac Land, um laboratorio de diversões – Les Entremets

Já falei pra vocês o quanto eu amo minha profissão? E o quanto eu amo a empresa onde trabalho?
Pois é, meu estagio na Pâtisserie Lac esta chegando ao fim e me da uma dor no coração só de pensar. Meu Chef é o melhor do mundo, o boss é adorável, a equipe é excelente e o laboratório é top qualidade.




Pelo menos terei recordações para não apagar esses momentos da memória: fotos!
São elas que poderão me fazer relembrar todas as degustações, todos os odores de cada cocção de um produto, da estética dos bolos e das combinações de sabores mais agradáveis que o paladar pode sentir.
Para começar essa seção Lac Land, nada mais justo que apresentar algumas das entremets da casa. São bolos e tortas feitos cheio de delicadeza pelo pessoal da pâtisserie.

Le Craquelin



Decoração especial para um setentão aventureiro.
Sobre uma genoise de chocolate, embebida em sirop, uma camada de praliné feuilletine, finalizada com uma mousse de chocolate extra-bitter valrhona.




Decoração Craquelin Hannah Montana para o aniversario de uma criança.



Le Craquelin em forma de ovo. Especial para a páscoa, a mesma base do bolo, dessa vez introduzido em uma semi-esfera de ovo em chocolate.

Le Fraisier



Minha ocupação de todas as manhãs... O fraisier é um bolo de morango. Entre duas genoises, com morangos em torno, um crème mousseline (pâtissiere adicionada de manteiga) e morangos ao meio. Finalizada com um disco de pasta de amêndoas levemente caramelizada.



Declinamos o fraisier em framboisier (substituímos os morangos por framboesas) ou em tutti frutti (morangos, framboesas, damascos e kiwis).



Fraisier especial aniversario: Lilo & Stitch.

Le Boubo



Um dos meus preferidos! Adoro as combinações: strussel de coco, biscuit de limão siciliano, compota de morangos silvestres e mousse de limão tahiti.

L’Opèra



Entremet de café, composta de um biscuit joconde, creme de manteiga de café e ganache de chocolate extra-bitter.

Tarte Tutti Frutti



Sobre uma massa de amêndoas, uma fina camada de crème légère com frutas da estação.

Tarte Framboise



Idêntica à Tutti Frutti, mas toda de framboesas. Apaixonada por framboesas poderia comer uma dessas inteira...

Mille Feuille aux Fruits Rouges



Mil folhas com uma primeira camada de crème légère recheada de morangos e framboesas. Uma segunda camada com compota de frutas vermelhas e chantilly, finalizada por uma terceira camada caramelizada com açúcar de confeiteiro.


"Prefiro ser um pedacinho de uma doce lembrança, a ser um corpo inteiro recebido em desprezo."

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um Vício Chamado Lenôtre

Ok, acordo todo dia as quatro da manha e as cinco já estou lá no laboratório enviando os doces para as duas butiques. Começo meu dia preparando os Fraisiers (um bolinho de morango e framboesa recheado com um creme mousseline delicioso). É ai que começa meu café da manhã. Algumas bocadas nas preparações dos meus colegas e minha taxa de glicemia já deve estar lá em cima e meu dia mal começou.
Dizem que a maioria dos pâtissiers preferem o salgado ao doce, à força de trabalhar com tanto açúcar. Assim sendo, acho que não me encaixo nesse estereotipo. Não canso de tanto doce e quanto mais como, mais vontade tenho.
Virou habito. Eu e a Fanny saímos do laboratório e vamos direto ao Lenôtre, no centro de Nice. É o nosso cantinho preferido. Onde temos nossa mesa preferida, com nossa garçonete preferida. Tanto que ao chegar eles já sabem: duas taças de Rosé Sainte Roseline e dois minutinhos até escolhermos na vitrine a sobremesa que vamos degustar.




Nunca escolhemos a mesma. E nem sempre pedimos o que mais gostamos. É mais pelo fato de expandir nossos paladares e conhecer novas combinações de texturas e produtos.
Já fomos tantas vezes que sempre que voltamos nos oferecem
mignardises para experimentarmos. E eu, que sou uma alucinada por mignardises, fico radiante. Não sei por que eu sou tão louca por tudo que é miniatura. Acho mais sutil, mais delicado. Também porque adoro comer com as mãos e uma mignardise se acaba numa mordida. Tão rápido, mas tão prazeroso. Deixa aquela vontade de quero mais...



Voila! Esta aberta a degustação digital Lenôtre.


Savarin de Morango em infusão de Chá de Hortelã



Adoro Baba, mas não sou chegada no Rum. Uma questão de gosto, para mim o álcool sobressai todos os outros sabores numa sobremesa, tirando sua leveza. Sorte minha, esse não foi embebido com álcool, mas com uma agradável calda de hortelã, corretamente açucarada. Recheado com um chantilly de morango e decorado com uma folha de hortelã e um nappage rosa. Uma sobremesa perfeita para o verão, refrescante e colorida.

Savarin tout simple aux Fruits



Um savarin embebido num sirop de baunilha, recheado de abacaxi, tangerina, kiwi, framboesa, blueberry e groselhas.

Tiramissu aux Agrumes



Preciso admitir, comprei essa verrine só por causa do copo! Cheio de bolinhas coloridinhas ele se vendia melhor que a sobremesa que sustentava. Amo tiramissu, mas não gosto de sobremesas com frutas cítricas, principalmente com a pamplemousse (toronja).



É difícil eu dizer que não gosto de uma fruta, mas essa eu não consigo. O que eu não sabia era que o biscuit cuillère ao fundo era embebido de calda de pamplemousse e que o creme ao meio também era de pamplemousse. Além da própria fruta que decorava a verrine. Hummm...
Ainda bem que tinha quatro pedacinhos de Cake de Limão Siciliano na decoração!




Salvaram minha sobremesa!

Éclair au Café



Bomba sempre foi minha sobremesa de padaria preferida, quando eu ainda não tinha entrado no meio da pâtisserie, ainda no Brasil, não resistia a uma bomba bem gorda e recheada. Hoje vejo as bombas de outra maneira. Quando criança adorava as de chocolate, hoje sou enlouquecida pelas de café. Aprendi também que a bomba cortada ao meio deixando o interior visivel resseca o creme, enquanto as bombas que são recheadas por dois furinhos embaixo da pâte à choux se conservam por mais tempo deixando o creme com uma textura uniforme.
A éclair do Lenôtre é divina. Sua patê à choux é aerada, recheada de um leve creme pâtissière de café, com uma cobertura de café, acompanhado de um creme inglês. Just Perfect!


Tartelette au Citron



Linda e gostosa! Um delicioso creme de limão siciliano, coberto com nappage e finas zestes de limão siciliano.



Mas foram os pontinhos de merengue italiana levemente dourados no forno que me encantaram...

Flan à la Fleur d’Oranger



Sou doida por flans de baunilha. Nem na pior pâtisserie francesa o flan consegue ser ruim. Mas o Flan do Lenôtre tem um toque especial. Na primeira bocada, todo sabor essencial de baunilha ao fim, um leve gostinho de flor de laranjeira.

Opèra



Durante meus quatro primeiros meses trabalhando na Pâtisserie Lac, estava no posto da Coupe (corte de tortas e bolos), onde me encarregava de cortar as Opèras, uma entremet de café. Não é o tipo de sobremesa que me chama mais atenção, pois é recheado de creme de manteiga, que eu considero pesado e gorduroso demais.
Dizem que a Opèra foi criada pelo próprio Gaston Lenôtre, nos anos 60, então não poderia deixar de experimentar essa invenção da concorrência. A Opèra do Lenôtre tem sete camadas alteradas entre um biscuit de amêndoas, embebido de café, ganache de chocolate e creme de manteiga de café, coberto com um glaçage de chocolate. Não consigo apreciar as sobremesas com base de chocolate do Lenôtre tanto como suas sobremesas à base de frutas. Talvez porque eles utilizam o chocolate Barry, e quando tu és acostumada com o Valrhona a diferença na qualidade é sentida de longe.


Tartelette aux Fruits



Louco por torta de frutas, foi o Álvaro, meu namorado, que escolheu essa sobremesa, que é um encanto para os olhos. E eu, que amo tudo que é colorido, com frutas perfeitamente dispostas, fico super excitada para disparar mil flashs de todos os ângulos.



Recheada com manga, framboesa,
blueberry, morangos e kiwi, já bastava para enriquecer essa simples pâtisserie . Mas foi a Pitaya (uma fruta asiática mais conhecida como Fruta do Dragão) que me fez meus olhinhos brilharem. Sabia que a pitaya não tem um gosto relevante (tanto que é aconselhável comê-la após espremer algumas gotinhas de limão por cima para dar uma realçada). Mas que ela da um toque especial na decoração ela da!

La Bagatelle



É, simplesmente, o Fraisier do Lenôtre. Uma genoise de amêndoas, embebida com uma calda de kirsch, recheada com um creme mousseline (creme pâtissière com manteiga) e morangos, finalizada com uma fina massa de amêndoas verde.

Lady Rose



Esse é o tipo de sobremesa que eu posso comer mil vezes sem enjoar.



Sobre uma fina patê sablée, uma camada de geléia de frutas vermelhas, um mousse de fromage blanc (parecido com iogurte natural) e framboesas.



Vem servida com uma calda de frutas vermelhas. Divino!

Mini Religieuse à la Violette



Uma mignardise muito fofa, que deixa a desejar em sabor. Um choux recheado com um creme de blueberry e aroma de violeta, decorado com massa de amêndoas violeta em forma de flor e uma avelã coberto de chocolate prateado.
Certo que a religieuse chegou em casa destruída. A cobertura tinha se despedaçado e a bolinha de avelã se descolado. Mas nada que uma rápida reconstituição não ajudasse para fotografá-la.
A bolinha de avelã, au top! Crocante e deliciosa. Porém esperava sentir mais a violeta no creme, que tinha um sabor de... “quase nada”.


Mini Éclair à la Pêche



Uma mini bomba recheada de creme pâtissière de pêssego. Gostosa demais!

Verrine aux Marrons Glacés



Uma verrine em miniatura, composta de uma genoise ao fundo, um creme de marron super leve e vermicelles de marron. Eu, que to numa fase marron glacé, amei! Essa castanha tem sido minha opção favorita. É sorvete de marron, crepe de marron, colheradas de creme de marron no lugar de colheradas de brigadeiro... J’adore!!!

Cone Ivoire e Côco



O que dizer dessa deliciosa mignardise, toda em chocolate branco com um arrière goût de côco? Simplesmente refinada e sublime!

Mini tartelette aux Fruits



Uma tortinha de patê sablé com um fundo de frangipane (creme de amêndoas com creme pâtissière), coberta de framboesa, tangerina e abacaxi.

E pra não dizer que meu organismo não precisa de um pouquinho de sal, não deixo para trás nossas degustações salées chez Lenôtre, que não deixam de ser o tanto saborosas..
.

My favorite Salad Ever!



Coloridissima e cheirosa, uma salada de rucula, tomate cereja, mozzarella, bressaola e laminas de alcachofra, regada de azeite de oliva. Acompanhada de pãezinhos de azeitona, nem uma pitada de sal a mais ou a menos. Perfeita!

Amuse-Bouche



Oferta da casa, um aperitivo para abrir o apetite... Um choux salgado, super simples, mas esteticamente gracioso.

Le Pan Bagnat



Comemos com freqüência o Pan Bagnat, um sanduíche típico de Nice. Feito tradicionalmente com um pão redondo (pain de campagne), molhado com azeite de oliva ou com pesto, é recheado com atum, tomate, pimentão vermelho, favas de Nice cebola e azeitonas pretas.

Rouleau d’été



Como um rolinho primavera vietnamita. São legumes crus e pedacinhos de frango enrolados em crepe de massa de arroz, finalizado por uma folha de hortelã, super refrescante!

Me resta pouco mais de dois meses em Nice. Espero, em breve, repetir uma degustação Lenôtre, porque sei que em pouco tempo vou morrer de saudades desses après-midi mais que agradáveis.