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quinta-feira, 16 de junho de 2011

As Melhores Coisas da Vida - Uma Abóbora e suas Mil e Uma Utilidades

Picnik collage

Neste último fim de semana fomos para Santos, conhecer toda a família do Pedro que mora lá e apresentar a Maria Flor para eles. Numa dessas eu, o Pedro e a Ilza, minha sogra, começamos a conversar sobre comidas que nos lembravam a infância ou que gostaríamos de comer pelo menos mais uma vez na vida.

O Pedro, que deixou de comer carne vermelha há uns anos, disse que abriria uma exceção para comer um macarrão com carne moída que a avó dele fazia quando era pequeno. Diz ele que era um macarrão sem molho nem nada, só com a carne moída bem sequinha. Enquanto ele falava com tanta vontade, parecia ser o macarrão mais gostoso do mundo.

Daí a Ilza me disse, que se pudesse escolher alguma coisa, seria um bolo de café, bem molhadinho que a mãe dela fazia quando era criança. Só que a mãe dela desconhece a receita e sequer lembra que fazia o tal bolo. Mas para ela, ele havia se tornado inesquecível.

Já eu tenho a lembrança mais remota de uma sopa de café com leite e pão amanhecido que meu avô comia no café da manhã. Meus avós moravam em Canela e volta e meia eu e minhas primas íamos dormir lá. Lembro daquele frio infernal que fazia no inverno, de acordar tremendo sempre enrolada num cobertor. Desde cedo o fogão a lenha já estava aceso, se esforçando para esquentar uma casinha de madeira inteira. E lá estava meu avô, comendo sua sopa de pão.

Ao invés de colocar o café com leite na caneca ele colocava num prato fundo, daqueles duralex meio marrom. Daí colocava bastante açúcar e pedaços de pão amanhecido. E fazia o mesmo para nós, os netos, que achavam que aquele era o melhor café da manhã da face da terra. Parece bem sinistro falando assim, e realmente eu nunca comia essa sopa fora da casa dos meus avós. Tentei fazer em casa uma vez, mas não tinha o mesmo gosto, nem a mesma emoção. Deve fazer mais de 20 anos que não como essa sopa, mas ainda me lembro do cristais de açúcar que não se dessolviam e ficavam no pão, fazendo barulhinho quando eu mordia.

E daí tinha também os doces em calda que a minha vó Isolda fazia. Doce de abóbora e doce de chuchu. Abóbora em calda a gente sempre faz no hotel. Mas o doce de chuchu fazia mil anos que eu não comia. No dia que eu ia ligar para ela para saber como ela fazia, meu pai me liga antes me dizendo que tinha trazido de Canela dois potes de chuchu em calda que a vó tinha feito pra ele. Nem acreditei. Também fazia uns 20 anos que eu não comia. É super doce, mas eu super amo!

Tudo isso pra contar que minha mãe chegou em casa com uma abóbora seca que uma amiga planta no jardim de casa, sem agrotóxicos nem nada, bem do jeito que eu amo.

Picnik collage

Sem nada pra fazer, resolvi desvendar a abóbora. O bom da abóbora é que ela serve para doce e salgado e que dá para ocupar tudo nela, desde a casca até as sementes.

Amo pure de abóbora, abóbora caramelada, abóbora em calda. Até churros de abóbora eu já comi, fazíamos no Sofitel de Biarritz, onde fiz estágio. Mas uma coisa que nunca tinha comido era a famosa Pumpkin Pie, a torta de abóbora. Daí lembrei que a minha grande amiga Fanny tinha postado uma
receita no blog dela há um tempo atrás. Fui lá copiar e fazer a minha versão.

Comecei a ler os comentários e vi que muita gente dizia que não gostava de pumpkin pie. Eu tinha certeza absoluta que ia adorar. TINHA! Agora posso dizer que existe uma versão de abóbora que eu não gosto, a pumpkin pie! De qualquer forma, a receita está aí para quem quiser tentar. Mas não me darei por vencida, testarei outras receitas que encontrei por aí quando tiver um tempinho sobrando e mais nenhuma receita que eu queira experimentar no meu caderninho. É, vai levar um bom tempo...

Pumpkin Pie

Picnik collage

Para a Pâte Sucré
(Receita de Christophe Michalak)
190g de farinha
20g de fécula de batata
90g de açúcar de confeiteiro
130g de manteiga
35g de farinha de amêndoa
1 pitada de sal
1 ovo
Bata a manteiga em temperatura ambiente com o açúcar de confeiteiro.
Acrescente o ovo.
Adicione a farinha, a fécula e o sal, previamente misturados.
Enrole a massa num papel filme e deixer repousando na geladeira por, no mínimo, duas horas.
Abra a massa e coloque numa forma de 28cm.
Asse a 180ºC durante 10 min.
No meu caso, eu fiz mini tartelettes. Abri a massa e cortei com um aro, formando pequenos discos de pâte sucré.

Para o Recheio
500g de abóbora
10g de manteiga
2 ovos
70g de açúcar mascavo
170g de nata
1/2 colher de sopa de canela em pó
1/2 colher de sopa de essência de baunilha
1/2 fava de baunilha
Aqueça o forno a 180ºC e coloque a abóbora cortada em pedaços dentro de uma forma e asse até ficar macia. Raspe o interior com uma colher e descarte a casca.
Com a ajuda de um mix, reduza a abóbora em purê, acrescentando a manteiga. Espere esfriar.
Ainda utilizando o mix adicione os ovos, o açúcar, a nata, a canela e a baunilha.
Despeje na massa pré cozida e asse durante 45 min a 160ºC.
Essa receita é para uma torta de 28 cm. Como eu fiz mini tartelettes, coloquei para assar em uma forma de mini semi-esferas em silicone e assei por 10 minutos. Depois coloquei rapidamente no congelador para endurecerem. Retirei a semi-esfera e coloquei sobre a base de pate sucré.

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Cubinhos de Abóbora em Calda
Descasque e corte 200g de abóbora em cubinhos de 1cm. Coloque dentro de um recipiente com água e uma colher de sopa de cal virgem durante uma hora. Retire os cubinhos da água com cal e lave os mesmos em água corrente.
Prepare uma calda com 4 copos de água para 2 copos de açúcar e uma fava de baunilha. Depois que começar a ferver, espere uma dezena de minutos e coloque os cubinhos de abóbora dentro. Deixe cozinhar até ficar macio.


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Doce de Abóbora Ralada
Rale 100g de abóbora e reserve.
Prepare uma calda com 2 copos de água e 1 copo de açúcar. Deixe essa calda cozinhar bastante até ficar bem densa. Aí coloque a abóbora ralada, que vai cozinhar muito mais rápido que a abóbora em cubinhos. Um pouco antes do término da cocção, adicione um pau de canela e cravo da índia a gosto.
Eu guardei cada tipo de abóbora dentro de sua própria calda na geladeira durante dois dias para as especiarias de cada uma pegarem bem o gosto.


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Sementes de Abóbora caramelizadas e Caramelo de Calda de Abóbora para Decoração
Separe as sementes, lave e coloque para secar sob o sol. Em seguida despeje as sementes dentro de uma forma e coloque em forno baixo para tostar.
Enquanto isso pegue um pouco da calda da abóbora em cubinhos e coloque numa panela. Reduza até formar um caramelo dourado. Jogue as sementes tostadas no caramelo até caramelizarem bem, depois despeje as sementes sobre um tapetinho de silicone.
Utilize o resto do caramelo para fazer decorações.


Picnik collage

Foi com todos esses elemento que montei um pratinho com as variações de uma simples abóbora seca. Nunca tinha comido abóbora em calda com favas de baunilha. Nem preciso dizer que foi o que eu mais gostei. Combina muito bem! Agora, as sementes de abóbora caramelizadas também ficaram uma delícia!

E, voltando a nossa conversa lá em Santos, a conclusão que chegamos é que trocaríamos um jantar no melhor restaurante do mundo por uma mordidinha naquela refeição de infância que só de pensar, acalenta o coração.


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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu Sonho de Natal - Aroma de Favas e Pinheirinhos de Trufas



Sobrevivi ao meu primeiro buffet de natal...

Quem diria! Há um ano atrás estava trabalhando numa boutique pâtisserie em Paris, participando da montagem das maravilhosas e exóticas "bûches de noël", pensando no dia em que eu precisaria criar as minhas próprias sobremesas para esse grande evento que é o natal.

Eis uma data que as pessoas se libertam do regime, não contam calorias e mandam a ver nos doces. E eu apoio com todas as forças!

Para uns, natal tem sabor de frutas secas e cristalizadas. Para outros cheira a panetone. Para mim natal tem gostinho de mel, de cerejas frescas, de nozes e pistaches. Claro, cada um com sua essência de natal à parte. Normalmente é aquela que nos remete à infância, do odor que exala um pinheirinho natural, da comida da vo, dos biscoitinhos da mamãe.

Mas e agora, como satisfazer todos os desejos açucarados de quase 400 pessoas que saboreiam a ceia num hotel? Como imaginar o que cada pessoa gostaria de comer para ter uma noite prazerosa se deleitando nas sobremesas?

Tarefa nada fácil! Mais de um mês antes do natal começar já tinha criado um menu, que incluia 11 tipos de sobremesas. Mas como minha mente não para um segundo, a cada momento mudava uma coisinha aqui, outra ali. Parecia que até o ultimo instante eu estava aprendendo a lidar com o paladar da clientela. No final, o resultado foram 17 tipos de gourmandises. O que é muito engraçado, que conforme a semana passa e novos clientes dão entrada, certas sobremesas tem mais sucesso que as sobremesas que eram consideradas as preferidas dos clientes da semana anterior.

E na semana que entraram os clientes que passariam o natal no hotel, me dei conta que eles detonavam as sobremesas diet. Pode ser a pressão do verão que esta ai, ou mesmo por uma questão de saúde. O fato é que, no dia 24 mesmo, percebi que era mais que obrigatório apresentar variadas sobremesas de baixa calorias. Dia 25, quando voltei ao hotel, minha surpresa: não sobrou uma para contar historia! Criamos três verrines, feitas com compotas de frutas, cremes à base de iogurte, gelatinas feitas com as próprias frutas (pois tenho uma leve aversão a tudo que é químico e artificial). Além dos figos crocantes, recheados de pistaches e nozes, com uma pitada de canela, cozidos no forno.




Verrine Tropical - Creme de jabuticaba com uma compota de caju



Verrine do Bosque - Amoras com creme de morango



Litchi - Creme de Lichia com framboesas sob cremoso de framboesa

Para minha sorte, há quem ainda não esteja nem ai para as calorias e querem doce de verdade! Não sei se já contei por aqui, mas sou completamente alérgica ao aspartame. Só de manipulá-lo já me da coceira nas mãos. Experimentar então, nem pensar! O que torna a realização das sobremesas diets muito difícil, pois não posso dar meu parecer no sabor. Dependo muito do paladar dos meus colegas que experimentam para mim, dizendo se precisa um pouquinho mais de adoçante, se está acido demais... Mas para o açucar nao tenho nenhum problema mesmo! E como diz a Fê, minha sub chef, eu não sei experimentar uma pontinha, vou no colherão mesmo.

Voltando à árdua tarefa de criação de um menu, acabei deixando-me levar pelos meus sabores preferidos e pelos pratos que mais saíram nos últimos tempos, portanto utilizando produtos mais ricos e transformando taças em miniaturas.



Tiramisu - Tartelette de Chocolate, ganache café, creme mascarpone com amaretto



Profiterolis de creme de baunilha bourbon com framboesas



Profiterolis de chocolate com morangos

Claro que não poderia deixar de incluir nas receitas as minhas duas favas preferidas, a de baunilha e a de tonka. Alias, natal passado passei uma boa parte do tempo enrolando trufas de tonka. Ficou registrado nas minhas narinas, que aquele cheirinho tinha a cara do natal. Talvez porque um dos muitos aromas que ela exala também lembre a Canela. E eu, nativa de Canela, na serra gaucha (para quem nunca esteve em Canela, a cidade faz juz ao nome. Balinhas de canela são tipicamente oferecidas para tomar cafezinho e muitos estabelecimentos cheiram à canela em pau.), onde o natal é o momento mais especial do ano, me fazia levar de volta pra casa, em pensamentos, enquanto passava mais um natal longe da minha familia.



Torta de baunilha com frutas vermelhas - Amora, morango, framboesa, cereja, sem esquecer do que eu chamo de "frutas vermelhas tropicais"; jabuticaba, acerola e pitanga



Bola de Neve - Dôme de chocolate branco com favas de tonka, interior morango



Charlotte de natal - bavaroise de baunilha com mangas salteadas com favas

E todo meu amor ao chocolate (e às trufas)...



Árvore de natal com pirulitos de trufas de caramelo



Trufas de damasco



Bûche trufada com maças carameladas e amêndoas



Planeta Chocolate - Fondant de chocolate, crosta de praliné feuilletine, mousse de chocolate ao leite cremoso



Para minha tristeza, minha câmera parou de funcionar quando ainda tirava fotos do buffet. Os copinho de chocolate com ganache de mel, as tartelettes de maracuja, as pêras ao vinho e o christma's pudding (regado à brandy, rum, pistaches, nozes, tâmaras e frutas cristalizadas) ficaram sem um click, mas não deixaram de contar no buffet.

Como as festas de fim de ano ainda não acabaram, e o ano novo esta logo ai, a correria continua. Ando com muita vontade de sentar e escrever sobre doces, passar novas receitas, mas o tempo anda tão corrido que a ultima coisa que consigo fazer ao chegar em casa é escrever. Mas sinto muitas saudades disso!

Agora começo a me preparar para o revéillon. O tema deste ano é a lua, em homenagem à preseça de Neil Armstrong, que esteve no hotel esse ano no casamento de seu enteado com uma brasileira. Sobremesas como "atraçao gravitacional", "asteróides", "lua cheia", "buraco negro" estão sendo encaminhadas.

Enquanto isso deixo aqui todos meus desejos de feliz natal, boas festas, muita realização, muita paz no coração de cada um. E que o novo ano que se aproxima venha recheado de doces momentos.

"Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades
para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E
esperança suficiente para fazê-la feliz."
Clarice Lispector

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Je t'aime à te croquer - Crocante de nozes de pecan, maçãs ao mel, chantilly de baunilha de madagascar et coulis de caramel au beurre salé



Quer coisa mais gostosa no mundo que voltar para a casa da gente depois de quatro anos viajando mundo a fora? Pois esse meu momento chegou. Dei um “au revoir” definitivo à França e cá estou de volta ao meu lar.

Fazia muito tempo que eu me sentia perdida, sem um lugar fixo para considerar meu. Foram tantas casas, apartamentos e residências estudantis que morei que cada vez que deitava em uma cama diferente só pensava como era bom dormir nos meus próprios lençóis com cheirinho de mamãe!

Há quase uma semana coloquei os pés em terras brasileiras. E como eu estava com saudades... Fazia um ano e meio que não vinha nem fazer uma visitinha e agora cheguei para ficar. Por quanto tempo ainda não sei, afinal tenho um vicio por viagens e é certo que ainda não tenho vontade de parar. Mas prometi para mim mesma que ficaria por um tempo, até me recarregar inteira de boas energias que só nosso povo sabe ter!

Além da boa noticia! Já estou empregada como Chef Pâtissier num hotel maravilhoso, na beira da praia de Itapema, Santa Catarina. Meu primeiro verdadeiro emprego na minha área e com um cargo de alta responsabilidade! Acredito que vou ralar muito durante a alta temporada, mas nada que me desanime. Pelo contrário, estou com um sorriso de orelha a orelha querendo dar tudo de mim.



E enquanto não começo essa nova jornada na minha vida, que se realizara daqui uma semana, fico em casa, fazendo mil testes para me adaptar aos produtos brasileiros.

Admito que nos primeiros dias queria quebrar tudo!!!! O creme de leite daqui me mata, o chocolate tem aquele gosto de gordura hidrogenada, as amêndoas são caríssimas, a farinha é um desastre e o clima úmido só ajuda pra que nada fique perfeito. É realmente muito difícil estar acostumada com produtos divinos, chocolate Valrhona a granel e me deparar com os produtos de supermercado no Brasil.

Sabia que esse seria meu maior desafio. Mas no fim das contas, quem não gosta de desafios? Pelo menos tenho minha mãe do meu lado, minha grande incentivadora, que geme a cada mordida que da nas sobremesas que eu faço, dizendo que nunca comeu algo igual! Mas mãe é mãe, né gente! As vezes tu não sabe se ela ta falando tudo aquilo só pra te agradar ou se é verdade mesmo... Só sei que em uma semana ela já deve ter ganhado alguns quilinhos e continua com vontade de quero mais!

Pois hoje preparei uma sobremesa super saborosa e extremamente simples, baseada numa receita do Chef Jean-Luc L’Hourrre, que encontrei no livro Dessert des Grands Chefs, que comprei ainda na França. Algumas mudanças foram feitas, pois quis conservar minhas amêndoas para dar uma abrasileirada na sobremesa, substituindo por nozes de pecan. Eu mesma sou mais fã de nozes que amêndoas, ainda mais com maçãs... Uma combinação dos deuses.

Massinha Crocante
100g de farinha
250g de açúcar
130g de manteiga derretida
125g de nozes de pecan picadinhas
1 colher de sopa de glucose
130g de água morna



Na batedeira, misture todos os ingredientes com um leque. Disponha uma fina camada dessa massa sobre uma folha de silicone e cozinha 30 min à 150°C. O tempo de cocção pode variar conforme a potência do seu forno. Aconselho virar a forma depois dos 15 primeiros minutos de cocção, para que asse uniformemente. A massinha deve estar dourada. É importante cortar a massa ainda quente, logo ao retirar do forno, pois ela endurece super rápido, deixando impossível manipula-la, pois se quebrara toda. Eu utilizei um emporte-pièce de 7 cm de diâmetro (pelo amor de Deus, alguém que saiba o nome desse material em português me diga, pois já procurei por tudo e não faço idéia de como se chama!!!). Caso você não tenha esses moldes, utilize o bocal de um copo e apare com uma faquinha. Reserve as massinhas.

Recheio de Maçã
3 maçãs
50g de manteiga
1 colhe de sopa de mel



Descasque as maçãs e corte em cubinhos. Numa frigideira, derreta o mel com a manteiga. Adicione as maçãs e deixe cozinhando durante uns cinco minutos, sem deixá-las virarem purê, mantendo-as crocantes. Reserve na geladeira até o momento da montagem da sobremesa.

Coulis de Caramelo
120g de açúcar
150g de leite fresco




Esquente o creme de leite. Em outra panela cozinhe o açúcar a seco. Quando ele estiver em caramelo, adicione o creme de leite. Deixe ferver e logo após despeje esse coulis num recipiente para que ele esfrie.

Chantilly de Baunilha
100g de leite fresco
10g de açúcar de confeiteiro
1 fava de baunilha




Na batedeira, monte o creme de leite em chantilly junto com o açúcar de confeiteiro. No final, raspe os grãos da fava de baunilha.

Montagem
Alterne quatro discos de massinha crocante, dispondo o chantilly nas bordas (eu utilizei um bico canelado n°9) e dentro recheie com as maçãs. Decore com o coulis de caramelo e com as maçãs que sobrarão.

Uma dica importante! Realize a montagem dessa sobremesa minutos antes de comê-la. Os discos crocantes em contato com o chantilly e com as maçãs podem amolecer, perdendo toda sua textura.



E no final, além da minha mãe, quem lambeu os beiços foram meus cachorros, o Ziggy e a Meggy, que parecem dois aspiradores que saem catando todas as migalhas que caem no chão... E se não tomar cuidado pulam na mesa e comem a sobremesa inteira...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perversa Tentação, Te Devoro Por Inteiro - Tarte aux Fruits Rouges



Não sei por que essas frutinhas silvestres me hipnotizam mais que tudo quando vou numa fruteira ou quando dou de cara com elas na vitrine de uma boutique pâtisserie em meio a bolos e tortas...

Não importa qual fruta vermelha tu colocas como decoração, não precisa de mais nada, elas exaltam sozinhas e com intensidade. Além de ter a cor da sedução, do desejo, é uma tentação para os olhos.

Escolhidas para preparar uma torta de aniversario para nosso amigo Boris, um pâtissier que trabalha Chez Lac, não tivemos duvidas... Uma bela e perfumada tarte aux fruits rouges para colorir a festa!

Com a chegada da época dessas frutinhas escarlates, tivemos a regalia de poder escolhê-las pelo cheiro que exalava de cada barquette.



Optamos por uma receita simples e rápida, que alia a leveza açucarada de uma crème légère de baunilha com o azedinho das frutas, produzindo uma aglomeração de prazeres ao paladar.

Patê Sucré
Você vai precisar:
250g de farinha
150g de manteiga
100g de açúcar de confeiteiro
1 ovo
1 fava de baunilha (ou algumas gotinhas de essência de baunilha)
Uma pitada de flor de sal



Cortar a fava de baunilha ao meio e raspar os grãos.
Cortar a manteiga em pedaços e transforma-la em pomada (utilizamos nosso método Chez Lac: Já no recipiente da batedeira colocamos toda a manteiga e manipulamos a fim de derretê-la quase pela metade).
Em seguida, colocar na batedeira com um leque até que ela tenha a consistência pomada, homogeneamente misturada.



Adicionar sucessivamente o açúcar de confeiteiro, o sal, os grãos da baunilha, o ovo e, enfim, a farinha.
Trabalhar a massa à mão, sobre um papel filme.
Formar uma bola com a massa e cobrir com papel filme.



Deixar a massa repousar na geladeira durante 2h.
Nós utilizamos uma forma retangular para assar a massa.
Assar a massa à 180°C.

Crème Légère à la Vanille
Você vai precisar:
125g de açúcar
500g de leite
3 gemas de ovo
50g de maizena
1 fava de baunilha
200g de creme de leite fresco

Realizar um Crème Pâtissiere:
Cortar a fava de baunilha ao meio e raspar os grãos.
Ferver o leite, os grãos de baunilha e a fava e a metade do açúcar.
Quebrar os ovos, separando as gemas das claras.
Colocar as gemas em uma vasilha com a metade do açúcar e branquear.
Adicionar a maisena e misturar bem com um fouet.



Quando o leite ferver, retirar a panela do fogo e despejar metade na vasilha com os ovos, misturando bem.
Recolocar a panela no fogo e misturar os dois líquidos. A partir da primeira ebulição, mexer com um fouet durante três minutos.
Retirar as favas de baunilha.
Colocar o creme num recipiente coberto de papel filme e esfriar rapidamente.
Montar o creme fresco em chantilly.
Misturar, delicadamente, o chantilly ao crème pâtissiere.
Caso o crème pâtissière tiver esfriado você pode trabalhá-lo à mão com a ajuda de um fouet ou na batedeira (com um leque) para incorporar o chantilly com mais facilidade.

Montagem
Rechear a patê sucré com a crème légère. Decorar com frutas vermelhas. Escolhemos morangos, framboesas, amoras, uvas (sem caroço) e blueberries.



Nossa tristeza foi um acidente de percurso a caminho da festa. No carro, com uma taça de vin rosé numa mão e a torta na outra, deixei-me levar por uma curva e quebrei a torta no meio! Uma catástrofe!